Out of Africa.
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domingo, 11 de abril de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Fluir
O corpo já me pesa. Quando tinha vinte e poucos anos não sabia sequer que tinha um corpo, tal era a sua ligeireza e perfeita a forma pela qual se fundia ao cenário que vivíamos. Agora o corpo pesa. Sinto as pernas engrossadas pelo cansaço de cada dia; os passos parecem ter íman sobre a terra. Quando arranco numa corrida é como um navio imenso ligando as hélices dos motores profundos, ganhando energia cinética, animado de uma força bruta semi-desorganizada. Já lá vai o tempo em que de um salto voava sobre seis degraus de uma só vez, sem ter sequer consciência de tirar os pés do chão. Voava porque não pensava em voar, e além disso os músculos ainda não tinham nomes. Eram simplesmente o desenho de um corpo jovem e perfeito.
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nostalgia,
pensamento